Troféu de games conta com a participação do público

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Em 2009, o Troféu GameWorld completou sua quinta edição. E como o Brasil carece de eventos como este, que premia e reconhece os melhores jogos, consoles, hardwares e periféricos do mercado,  resolvi bater um papo com o André Forasteri, diretor de conteúdo da Tambor, editora responsável pela produção do evento.

Forasteri, jornalista sempre antenado em tecnologia, é o diretor da versão brasileira da revista PC Megazine.  No Brasil, depois de passar pela Folha de São Paulo, Revista Bizz e SET, lançou as especializadas  EGM BrasilNintendoWorld,  Superdicas PlaystationHerói.

Apesar de não ser mais um hard gamer, os momentos únicos que passa jogando é com o filho de 5 anos. “Para educar o menino, estou mostrando para ele os jogos old school da minha infância: Space Invaders, Asteroids, Frogger…” – comenta André.

Nanda Sarmento – É correto afimar que o GameWorld é um troféu voltado mais para os jogos do grande mercado?

André Forasteri – Os votos são do público brasileiro, via internet, para quase todos os prêmios. Então, reflete a opinião nacional.

NS – Explica a dinâmica e organização da produção do GameWorld.

AF – A equipe da Tambor faz uma pré-seleção, indicando cinco jogos em cada categoria. Nós divulgamos quando começa a votação, geralmente no início de janeiro. Durante dois meses, o internauta pode votar. Fechada a votação, anunciamos o evento de premiação. Este é o quinto que fazemos, cada um foi em um lugar diferente, já é uma tradição. Alguns prêmios muito técnicos, ou que não têm ainda popularidade para atrair muitos votantes, são dados após uma avaliação interna da equipe de jornalistas de games da Tambor.

NS – O evento conta com grandes patrocinadores?

AF – Em 2009, tivemos Microsoft, Nintendo, NVidia e NC Games e um patrocinador internacional, a publisher japonesa Hudson.

NS – Há cinco anos selecionando games, como você percebe o posicionamento da indústria de games no Brasil? 

AF – Hoje, o Brasil não chega a 1% da indústria global de games. Como somos a décima economia do mundo, com uma população muito jovem e urbana e aberta a tecnologias, o potencial é imenso. E a indústria começou a perceber isso.

taikodomNS – Qual jogo desenvolvido no Brasil ou produtora/publicadora de games brasileira que mais chamou a atenção nesses últimos cinco anos?

AF – São muitas! De jogos para celular e PC até MMOs, o Brasil está se desenvolvendo muito rápido. Um exemplo muito óbvio, neste ano que passou, foi o Taikodom.

NS – Você é um gamer? Caso positivo, o que anda jogando agora?

AF – Já fui bem mais. Estou meio aposentado. Tenho um filho de 5 anos que me chama para jogar, mas geralmente são joguinhos em flash do site do Jetix… Para educar o menino, estou mostrando para ele os jogos old school da minha infância: Space Invaders, Asteroids, Frogger

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